terça-feira, 3 de junho de 2014

Feira com histórias para mil e uma noites

Um passeio maravilhoso pela galáxia da literatura. By Ronald Junqueiro


A falta de tempo e o cansaço me deixaram fora desde o último final de semana, pois estou indo direto para a Feira Pan-Amazônica do Livro, que este ano levou escritores e estudiosos para falar sobre a literatura e a cultura do mundo árabe. A Feira tem uma programação que não se limita apenas à literatura, é mais variada e quem vai ao Hangar encontra teatro, música, sarau, espaço para crianças começarem as primeiras leituras e exposição com temas da Copa do Mundo e um estande com mais de 200 títulos dobre futebol, essa paixão nacional que anda de bola murcha no Brasil, sede do campeonato que não fez pulsar corações em uníssono.

Na sexta-feira, 6, estrei dividindo a tarde com os jornalistas e escritores Walter Pinto e Ruth Rendeiro, que lançaram livros em 2013.

Vou deixar as coisas rolarem e volto na próxima semana. Estou fuçando as prateleiras dos autores árabes. Não tem muita coisa. Mas o que tem já valeu uma busca rápida. Encontrei já dois livros para os que estão se iniciando na cultura que não está tão distante de nós, um estado que tem a segunda maior colônia de países árabes, especialmente sírios e libaneses.

Já separei para ler por muito tempo, “Uma história dos povos árabes”, de Albert Hourani e "Orientalismo", de Edward W. Saíd. Ainda há um vazio muito grandes de autores traduzidos do árabe para o português falado no Brasil, acho que um pouco mais de vinte romances.

         O escritor homenageado este ano é Milton Hatoun, nascido em Manaus, que tem o coração dividido entre o Brasil e o oriente de onde vieram seus ancestrais que migraram para a Amazônia.